
A feira é sempre um bom programa, para quem gosta de ler, para quem quer ver gente, para apreciar as borbulhas culturais de Porto Alegre.
Particularmente eu aprecio as possibilidades que derivam do agito causado por ela.
O território que mais circulo é o da literatura infanto-juvenil, percebo o quanto algumas Livrarias e Editoras já perceberam que alí é o espaço da criança manusear e conhecer os livros.
Destaque para a Paulinas e Ksol, que capricham na decoração e cuidam para que os livros sejam expostos na altura dos pequenos.
Muitos pais que alí circulam com seus filhos aproveitam para fazer resgates de suas infâncias, folheiam com curiosidade e prazer os livros.
As publicações das escolas, particulares e da rede pública, das instituições que trabalham com crianças e jovens como a FASE, de todas as partes aparecem produções textuais.
Todos preocupados em mostrar o resultado de um trabalho árduo e de perseverança, algumas vezes feito sem apoio, outras com todas condições imagináveis.
Estas publicações são o resultado de trabalhos e projetos desenvolvidos por professores, educadores, assistentes sociais e jornalistas.
Pessoas que acreditam na produção coletiva, no compartilhamento da palavra escrita, na legitimidade do saber de seus alunos.
A Feira faz uma vitrine colorida e festiva para estes autores e seus professores.